A violência doméstica é uma das formas mais cruéis de violação dos direitos humanos. Ela acontece, em sua maioria, dentro do lugar onde deveríamos estar mais protegidos: o lar. São milhões de mulheres, todos os anos, feridas não apenas fisicamente, mas emocional e psicologicamente, dentro de suas próprias casas — por companheiros, ex-companheiros, familiares, ou aqueles que deveriam zelar por elas.
Mesmo com avanços legais como a Lei Maria da Penha, o Brasil ainda convive com números alarmantes. E o mais grave: em muitos casos, a violência é naturalizada, silenciada ou justificada. Por isso, falar sobre esse tema — e principalmente escutar sobre ele — é tão necessário.
Hoje, compartilho com muita emoção o manifesto escrito por minha filha de 16 anos, que decidiu transformar indignação em palavras. Ao refletir sobre a violência de gênero e as marcas que ela deixa em tantas mulheres, ela escolheu não se calar. Suas palavras, firmes e sensíveis, revelam o quanto as novas gerações já compreendem a urgência da igualdade e da justiça.
Ver uma jovem se posicionar com tanta lucidez diante de um tema tão sério é motivo de orgulho, mas também de esperança. Que possamos acolher, apoiar e amplificar essas vozes que chegam — não para repetir, mas para renovar o nosso compromisso com um futuro mais seguro para todas.
